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ENGENHARIA ALÉM DA TÉCNICA - FERROVIA e GUERRA


Como a construção de uma ferrovia inaugurada em 1910 desaguou num dos mais famosos conflitos em nosso país? Confira nosso post e faça uma rápida viagem a obra pública que levou à “Guerra do Contestado”.

Ligando a cidade de Itararé (SP) até Santa Maria (RS) a Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande possui mais de 1.400Km de extensão, mas hoje está praticamente desativada (e esquecida).

Contudo, essa é uma história que precisa ser contada.

Entre os anos de 1906 e 1917 a empresa Brazil Railway Company do controverso investidor americano Percival Farquhar controlou aproximadamente 50% de toda nossa malha ferroviária.

Como sempre, o governo brasileiro não tinha recursos para investir na infraestrutura do país. Desse modo, uma das “soluções” foi doar à B.R.C uma faixa de terras de 15Km para cada lado da ferrovia (trecho entre PR e SC).

DETALHE, pessoas que há décadas ocupavam a região não foram desapropriadas, mas, ao contrário, foram expulsas!!!

Aliás, o trecho escolhido para doação não era à toa.

Área com uma das mais densas florestas de araucárias, o empresário americano chegou a fundar uma gigante do ramo madeireiro, a Lumber, exatamente para explorar a região.

Some a isso o contingente de força de trabalho de 8.000 pessoas que ao final da obra foram largados às traças e teremos o cenário perfeito para o conflito!

A guerra estourou em 1912 e foi até 1916, vitimando mais de 20.000 pessoas entre militares, revoltosos e população civil local.

Enfim, julgar a história geralmente é um erro, mas, a Guerra do Contestado é um belo exemplo das consequências negativas da “Engenharia Além da Técnica”!!!

Boas Obras.

#HistóriadoBrasil #engenharia #desapropriação

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